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A HISTÓRIA DO FIO DOURADO Como profissional e como mãe, me vi muitas vezes na vida sem saber como agir. O eterno problema de ter que sair de casa e deixar os filhos quando estes ainda eram pequenos. Muito pequenos para se virarem sozinhos e também para entenderem qualquer explicação lógica e racional de uma mãe psicóloga. Que fazer, como agir ? Surgiu então a idéia de uma história. A história do fio dourado. Eu, antes de sair reunia as duas crianças e dizia para elas que teria que sair, mas que elas não estariam longe de mim em nenhum momento, pois as pessoas que se amam se encontram sempre ligadas por um fio dourado que sai do coração. Que quando sentissem saudade da mamãe, medo de qualquer coisa, pensassem naquele fiozinho dourado unindo nossos corações e eu estaria sempre por perto. Comecei a perceber que funcionava. As crianças começaram a se sentir mais fortes e mais confiantes. Que aconteceu então? Parece que a idéia de não estarem sozinhas, sem ninguém para cuidar delas, ou mesmo distante daqueles que nos inspiram confiança e proteção no momento em que precisamos disto, trás de volta a possibilidade de confiar, se sentir bem , ver o mundo com olhos de esperança e possibilidades de mudança e enfrentamento. Levando esta idéia para uma comparação terapêutica, comecei a questionar se justamente não seria este o papel do terapeuta com seu cliente. Devolver a ele, a segurança, esperança, confiabilidade, restaurar naquele ser a capacidade de viver com amor. Fazer com que ele religue o seu fio dourado com o coração do universo. Fazê-lo acreditar que é importante, é amado, devolver a este indivíduo o que ele ao longo do tempo foi perdendo. Parece que o terapeuta tem um papel importante, mais que curador, ele deveria restituir ao indivíduo o amor. Quando dizia às minhas crianças, do fio dourado, eu dizia também que ele era dourado porque era precioso, era o metal mais nobre que poderíamos ter, um ouro fluídico e sustentador, o amor. Na terapia este fio dourado vem quebrado. Em algum ponto ele foi fragmentado e por alguma razão, que cabe então ao terapeuta encontrar. Quando isto é feito, o fio volta a brilhar intensamente e tem novamente a capacidade de religar este indivíduo com todo o universo através da única lei capaz de refazer faltas e possibilitar mudanças, a lei do amor. As nossas próprias faltas nos deixam desacreditados diante de nós mesmos, imaginem então como não deve estar nosso conceito diante do Universo. Isto nos faz sofrer, um sofrimento que nos fragiliza, e acaba tendo dimensões muito amplas, dentro da nossa alma que ferida e sozinha não sabe retornar ao ponto de partida e recomeçar. Aí, o papel do terapeuta, com uma tesoura, linha e agulhas mágicas, borda o fio dourado no tempo da vida deste indivíduo outra vez. Religado ao mundo através do fio dourado ele pode mudar, melhorar, ser bom e brando outra vez. Penso nos nossos consultórios como “ateliers” de alta costura. Não é um simples remendo, não pode ser feito de qualquer maneira, pois estamos reconstruindo um tecido muito especial, a alma humana. São pontos especiais, feitos por mãos delicadas, limpas, capazes de trazer de volta o brilho, a perfeição daquela criação divina. Quando isto está pronto, o tecido refeito, o fio dourado religado, o brilho desta alma em jornada, pode ser notado através de suas janelas, os olhos . A mãe, podia sair para trabalhar, quando começou a perceber naqueles olhinhos, este brilho. Ela podia sair , porque seus clientes principais estavam tratados e alimentados de amor, o que os faria capazes de enfrentarem sozinhos, os obstáculos daquele dia. Assim, no consultório, com nosso cliente. Quando este brilho se refaz, o fio dourado está pronto para alimentá-lo e nutri-lo nos enfrentamentos diários e eternos desta alma em jornada. Maria Aparecida Siqueira Fontana.
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| DADOS PESSOAIS
Maria Aparecida Fontana é formada em TVP pela ABTVP (Associação Brasileira de Terapia de Vida Passada). Ocupou nesta Associação cargos de diretoria, como 2º secretário, 2º diretor financeiro. Foi sócia fundadora da SBTVP (Sociedade Brasileira de Terapia de Vida Passada). Exercendo nesta Sociedade o cargo de Diretora de Formação durante cinco anos. Atual membro da ANTVP, onde ocupa o cargo de
presidente.
CASOS INDICADOS Na maioria dos problemas do ser humano, procurando a solução para aquilo que possa estar ligado à parte emocional do ser. Não é indicada para gestantes, psicóticos em crise, e pessoas com doenças cardíacas descompensadas. No campo da psiquiatria, este novo paradigma poderia proporcionar ao clínico da saúde mental uma visão diferente das psicoses mais graves. Como os delírios e alucinações, por exemplo, que poderiam passar a serem vistos como fatos verdadeiros que ocorreram em outro tempo, que não nesta vivência atual. Um fato real, mas deslocado no tempo e fora da realidade atual, um distúrbio da realidade, uma alteração do juízo de realidade. E assim as demais doenças mentais teriam diferentes reflexões e enfoques, libertando o doente mental do estigma da loucura. Recomenda-se que, como qualquer outra terapia seja feita por profissionais competentes, com formação para tal atuação. Que não seja usada como satisfação de curiosidade, pois não se inicia um processo de rastreamento do inconsciente apenas por curiosidade, assim como não se procura um cirurgião apenas para sabermos se nossos órgãos estão no lugar certo. Para ambos os casos é necessário uma razão terapêutica. É sempre a busca da cura que move um profissional da área da saúde a investigar o interior do homem CONTATO |